O mercado brasileiro de jatos executivos é minúsculo. Hoje, ele é composto por aproximadamente 750 aeronaves. É  tão pequeno que os representantes comerciais dos... A Labace e o downgrade que faz crescer

O mercado brasileiro de jatos executivos é minúsculo. Hoje, ele é composto por aproximadamente 750 aeronaves. É  tão pequeno que os representantes comerciais dos fabricantes de aviões dizem conhecer pessoalmente toda a sua carteira de clientes e ainda saber de cor a data do aniversário de cada um deles.

Num passado não muito distante, esse mercado já foi um pouco maior. Até o início da maior depressão da história, havia 820 jatos executivos em operação no País. Ainda assim, em relação ao que se passa no primeiro mundo, esse número quase não faz diferença. Para efeito de comparação, voam nos Estados Unidos mais de 13 mil jatos executivos. Isso quer dizer que, nos nosso melhores momentos, éramos pouco mais de 6% deles. Agora, somos 5%

Pode parecer um paradoxo, mas é justamente por isso que as empresas que participam da Labace deste ano estão esperançosas. Depois de um período de muitas dificuldades, com vendas paralisadas e clientes desanimados, a perspectiva da recuperação desponta no horizonte de negócios — ainda  que timidamente.

 A feira, que começa hoje no Hangar da Vasp, em Congonhas, SP, é o maior evento comercial da aviação na América Latina. Mais de 130 empresas vão disputar a atenção da seleta clientela exibindo suas 45 aeronaves e uma gama de produtos e serviços para poucos, muito poucos.

Downgrade

Apesar de ter vivido seus dois piores anos desde sempre em 2015 e 1016, representantes comerciais e fabricantes de avião identificaram um estranho – e bem-vindo – fenômeno comercial que está aquecendo as vendas. Ele decorre justamente da condição adversa gerada pela crise econômica. 

Espremidos pela necessidade de reduzir custos, esgrimidos pela falta de crédito, as empresários, que representam 9 entre 10 proprietários de jatos executivos, estão fazendo um downgrade de modelos. Os que tinham jatos grandes venderam para adquirir aeronaves de porte médio. E os que estavam equipados com aviões de porte médio agora querem os pequenos. 

Essa dança das cadeiras aeronáuticas já provocou um saudável aquecimento nas vendas de fabricantes como a EMBRAER, que tem o nos jatos Phenom 100 e 300 dois campeões de vendas — o primeiro em nível nacional; o segundo, planetário.

A partir de hoje, quando os portões da Labace forem abertos ao público, nove mil pessoas devem desfilar pelos stands da feira. Boa parte vai ali para apreciar as novidades, conhecer as aeronaves em exposição e observar o mercado. 

Espera-se que ao final o movimento comercial, que é a própria razão desse evento de negócios, deixe a confirmação de que, ao menos nesse seleto segmento, a crise está arrefecendo.

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